Ah a velhice!

Ziraldo Censurado
Agosto 11, 2009Repassando mensagem do escritor Antonio Martins, que, por sua vez, recebeu de Laura Conde:
transgênicos (Monsanto), entrou com uma ação que impede a distribuição. A cartilha foi ilustrada pelo Cartunista Ziraldo e ainda é possivel encontrá-la no site:
http://www.aba- agroecologia. org.br/aba2/ images/pdf/ cartilha_ ziraldo.pdf .
Vamos fazer nossa parte e distribuir pela internet o maior número possível
da mesma.
Laura Conde

Pré-Conferência Paulista de Comunicação – Primeiro de agosto!
Julho 31, 2009Da comunicação que temos à Comunicação que queremos
A Conferência – Imprensa
Ter, 21 de Julho de 2009 02:11
Pré-Conferência de 1º de agosto reunirá comunicadores (as) e militantes de movimentos sociais paulistas que discutirão propostas para a 1a Conferência Nacional de Comunicação como parte do processo de mobilização e construção de sua etapa estadual; evento é organizado pela Comissão Pró-Conferência São Paulo, constituída por 58 instituições, movimentos sociais, grupos e redes.
O Estado de São Paulo constitui exemplo de como não há democracia nos meios de comunicação no Brasil. Considerando-se apenas o cenário do rádio na maior cidade do país constata-se que mais de 97% dos canais que hoje ocupam o espectro eletromagnético são destinados à mídia comercial. Dos 40 canais disponíveis, apenas um é reservado às mídias comunitárias e, apesar das ações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) centrarem-se no fechamento destas últimas, as irregularidades nas rádios comerciais são nítidas: dentre os 40 canais comerciais, 36 estão com outorgas vencidas, sendo que há algumas nessa situação há 15, 17 anos.
Como se vê, São Paulo, assim como os demais Estados, também contribui com o currículo nacional de concentração dos meios de comunicação. E também com a falta de mecanismos de participação social; com a não revisão da legislação e dos critérios para distribuição de concessões de rádio e TV; com a veiculação de conteúdos preconceituosos; com a criminalização dos movimentos sociais; com a prática jornalística baseada no sensacionalismo, dentre outras questões.
A “Pré-Conferência Paulista de Comunicação: Da comunicação que temos à comunicação que queremos” acontecerá em 1º de agosto em São Paulo (SP) e pretende mobilizar, elaborar e unificar propostas para a etapa Estadual da Conferência de Comunicação (Confecom) como forma de contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas para o setor. A 1ª Conferência Nacional de Comunicação está marcada para 1, 2 e 3 de dezembro, em Brasília (DF), e tem como tema: “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.
Comunicação, democracia e poder
Dados da pesquisa Mídia e Políticas Públicas de Comunicação, realizada pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), demonstram que dos 53 jornais impressos e quatro revistas de grande circulação analisados, apenas 0,3% dos textos se vale da expressão “Políticas Públicas de Comunicação”, ou similares, na abordagem de temas relevantes para o amplo universo das comunicações. Por outro lado, 11,8% do material traz a expressão “mercado”, sugerindo que o assunto é mais fortemente tratado pela perspectiva do business.1
Na avaliação do filósofo Mario Sergio Cortella, professor do Departamento de Fundamentos da Educação e da Pós-Graduação em Educação da PUC-SP, que cita “o clássico axioma expresso por Francis Bacon: saber é poder!”, é preciso pensar a quem serve o poder do saber. “Trata-se de um poder que precisa servir a todos(as), pois um poder que serve a si mesmo, não serve. Por isso, democratizar a comunicação não é mero objetivo pedagógico; é, isso sim, uma perspectiva ética que tem no território digital um princípio (ponto de partida) e uma meta (ponto de chegada) que ultrapassa o escopo da tecnologia e impregna nossa decência coletiva e nossa honestidade política”, diz.
“As conferências serão momentos em que os cidadãos(ãs) poderão, pela primeira vez, apresentar suas demandas e propostas para as políticas de comunicação. Tanto ao afirmar objetivos gerais quanto apontando diretrizes para regulação do setor, estabelecendo referências para a construção de um novo modelo institucional para a área”, lembra Bia Barbosa, do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.
Para garantir a realização da Confecom, em todo o país foram criadas comissões que estão organizando as etapas municipais ou regionais, debates temáticos e etapas estaduais, cujas propostas serão encaminhadas para a nacional. A Comissão Pró-Conferência São Paulo, que reúne 58 instituições, grupos e redes dos mais diversos segmentos da sociedade – movimentos populares, entidades de trabalhadores(as), e outras organizações – , se reúne quinzenalmente desde a convocação oficial da Confecom, em 16 de abril.
Na opinião de Paulo Cannabrava Filho, presidente da Associação dos Direitos Autorais dos Jornalistas (Apijor), este é um momento histórico e faz necessária uma participação massiva e qualificada: “Precisamos que o Brasil tenha uma política pública de comunicação voltada para o desenvolvimento cultural e integral do país. E São Paulo deve contribuir. Quem pode e deve definir como ela será é a sociedade, cujos setores foram historicamente excluídos, e o espaço onde isso deverá ocorrer é a Confecom”, ressalta.
Calendário das etapas:
De 1/7 a 31/8 – Conferências Municipais
De 1/9 a 31/10 – Conferências Estaduais
De 1/11/09 a 1/12/09 – Entrega dos relatórios estaduais e confecção dos cadernos da 1ª Confecom
Dias 1, 2 e 3/12/09 – Conferência Nacional em Brasília
Fevereiro de 2010 – Publicação dos relatórios e resultados da 1ª Confecom
Pré-Conferência Paulista de Comunicação: Da comunicação que temos à comunicação que queremos
Dia: 1º de agosto
Local: Sindicato dos Engenheiros de São Paulo
Rua Genebra, n° 25, Centro, São Paulo (SP) – próximo à Câmara Municipal
Horário: 9h
Mais informações:
Comissão Pró-Conferência São Paulo (Grupo de Trabalho de Comunicação)
Email: contato@proconferenciasp.org
Tirado do site: www.proconferenciasp.org
Apijor – Vanessa Silva (11) 3672-3996
Gpopai/USP – Jamila Venturini (11) 3774-8428
Intervozes – Lucas Krauss (11) 3877- 0824
Instituto Paulo Freire – Thaís Chita (11) 3021- 5536
Movimento Sindicato é Pra Lutar – Lúcia Rodrigues (11) 8305 – 7097
Marcha Mundial de Mulheres – Juliane Cintra de Oliveira (11) 3782 – 9857
Comissão Nacional Pró-Conferência de Comunicação:
Email: nacional@proconferencia.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Site: http://proconferencia.org.br/
Tel.: (61) 3216 – 6570 (Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados)

Exposição em Londres
Julho 28, 2009Se eu tivesse lá iria com certeza…óia as fotos! Me amarro em retratos:
Cantor Elton John fazendo uma performance no piano. Londres, 1972. (Foto: Terry O’Neill/Getty Images)

3 de outubro de 1935: Nadadores determinados para mergulhar de manhã nas águas do lago, no parque London Hyde. (foto: J. A. Hampton/Topical Press Agency/Getty Images)

27 de Janeiro de 1934: Um exemplo de gaiola que a popular zona leste de Londres trouxe. Com ela os bebês podiam aproveitar o ar fresco e luz do sol. (Foto: Fox Photos/Getty Images)

Gargalhadas de um casal na platéria do Collins Music Hall em Islington, norte de Londres. (Foto: Bert Hardy/Getty Images)

Atores ingleses, Sid James and Kenneth Williams, tomando chá no intervalo do filme: ‘Carry On At Your Convenience’, 1971. Atriz Patsy Rowlands, a direita. (Foto: Larry Ellis Collection/Getty Images)

Pessoas dormindo nas escadas rolantes do metrô, durante um ataque aéreo. (Foto: Topical Press Agency/Getty Images)
Se interessou? Jogue-se:
‘Londoners Through a Lens’
Exhibition runs: Friday 14th August – Saturday 5th September
Gallery opening: Mon – Fri: 10.00-18.30, Sat: 12.00-18.00
Admission free
Getty Images Gallery
46 Eastcastle Street
London W1W 8DX
+44 (0)20 7291 5380

And the Lion goes to…
Julho 23, 2009Ainda no design theme, em uma tentativa de resgatar todo o meu trabalho de seleção, apuração e jornalização da matéria onde já falei dos tupinica e agora apresento a gringaiada, segue minha seleção dos melhores de Cannes. Claro que pautada nas melhores categorias: Grand Prix (hour concur) e Gold (shining babe). Vem comigo!

O briefing da Nike, ganhador do Grand Prix, através do produto da McCANN WORLDGROUP Causeway Bay, era trazer à vida o espírito de competição da liga Nike de Basquete. 350 cartazes feitos a mãos por jogadores, cada um representando um talento único, foi a ação. Os participantes fizeram uma oficina de silk para passar a imagem para o papel, uma sobre a outra, e isso tornou cada peça um campo de batalha.
Os cartazes, por serem criações dos próprios jogadores, se tornaram muito mais que anúncios da liga, trouxeram uma experiência única, dividida pelas suas comunidades.
Na categoria ouro, escolhi para a matéria “Premiados em Cannes”, trabalhos inusitados, sociais (ahhhhhh ong dentro de mim), bonitos e com viés político:

Oggau Estate era o cliente da Jung Von Matt, ambos austríacos, e o task era criar rótulos e embalagens para nove vinhos da marca. A agência, percebendo que assim como as pessoas têm características próprias os vinhos também tinham, criou uma história e um nome para cada um, o que levou a uma típica família com avós, pais e crianças.
Nas primeiras seis semanas 15000 garrafas foram vendidas em Viena, três tipos de vinhos acabaram imediatamente. Renomados sommeliers incluíram os vinhos nos seus estabelecimentos e a mídia não parou de pipocar em cima.







MAHARASHTRA JANAVIKAS foi o cliente felizardo que trouxe a difícil tarefa de fazer brotar atenção para caridade, em uma das mais movimentadas cidades do mundo, Mumbai – Índia.
A agência JWT pôs os miolos para queimar e criou “STREET TO SCHOOL”, um alfabeto projetado em 35 ruas, durante doze noites, para sensibilizar os transeuntes à contribuição com a escola noturna para crianças da cidade, que ia fechar por falta de donativos.
A verba da campanha de U$ 2000,00 fez a escola reabrir com 150 estudantes, cada um custando doze dólares anualmente para a organização.



Com a mídia totalmente governamental e os problemas de saúde pública, econômica e social do Zimbábue não terem vazão para a opinião pública (no caso global), um grupo de jornalistas africanos – exilados e radicados em diferentes países – resolveu criar o jornal The Zimbabwean, para denunciar os abusos do presidente Mugabe.
O regime de Mugabe taxou jornais “importados” com o dobro do preço do nacional, para afastar os leitores do jornal, que é publicado na África do Sul e vendido no Reino Unido e Zimbábue. A agência TBWA tinha que dar um jeito para o jornal chegar, pelo menos para mais sul-africanos, visto que os Zimbábues não poderiam mais adquirir um jornal tão caro, vivendo na pobreza.
Flyers, posters, murais e outdoors foram compostos por trilhões e trilhões de notas do dinheiro arruinado do Zimbábue, trazendo a questão de que agora, no país, é mais barato imprimir no dinheiro do que no papel.


714 esferas de metal penduradas por cabos finos de aço e controladas por motores individuais, em uma área de 6 por 6 metros. Durante sete minutos representam o processo de formação de um carro BMW. No museu BMW, criação de ART + COM – Berlim. Créditos das imagens ART + COM

Fred Gelli – Diretor de criação Tátil Design
Julho 13, 2009Fred Gelli, foi bronze com sua criação no último Festival de publicidade em Cannes. Sua agência – Tátil - em parceria com a Diálogo, lhe rendeu um leão na categoria “natural medium”
Veja sua entrevista na íntegra.
-Qual a importância da inserção da categoria Design no festival (2009 foi o segundo ano da categoria no festival)?
-Foi tardia a inserção do design em Cannes. No sentido do design ter um papel importante na construção da exposição das marcas. Foi importante para comunicação, já que os meios para atingir e marcar o público vêm se esgotando.
Ano passado fui jurado e foi bom ver isso. Temos condição de contribuir no relacionamento marca-pessoa.
-Como foi recebida a categoria pelos já consagrados leões da publicidade?
-Com ironia, pois publicidade é muito maior que o design. Como a representação do design brasileiro foi maciça ela foi cercada de cuidado e depois, com os prêmios – dos 30 leões brasileiros, 7 do design – com surpresa.
-O que um prêmio em Cannes significa para o autor da peça, o cliente e a agência?
-15 jurados cada um de um lugar diferente, uma peneira entre 1500 inscritos, só 10% passam. Para o autor da peça é bom, para o cliente é um reconhecimento de ter contratado a empresa certa. Para a empresa é uma consolidação. Porque é um prêmio importante. É sempre bom ganhar.
-Qual foi a tendência no design mostrado no festival?
-Cannes, apenas no segundo ano com a categoria design ainda não é muito consistente para gerar uma tendência. Fui jurado do D&D em Londres e é outra coisa. Em Cannes muitas inscrições são feitas ainda pelas próprias agências. Se fosse para tirar alguma coisa importante do prêmio eu diria que é o o valor de uma boa idéia. Mais que tudo que apareceu lá. Uma idéia forte sempre sensibiliza.
-Como foi concebida a idéia da peça ganhadora? E como se deu a parceria entre a Indústria e a Diálogo?
-A idéia da peça ganhadora surgiu ano passado. Através do design naturally, um conceito de buscar inspiração na natureza, em um workshop que dei em Cannes. Fiz uma Folha-convite para o evento.
O trabalho da agência procura ser alto-impacto sensorial e baixo impacto ambiental. Diferente dos eco-chatos que não se preocupam com o impacto que o trabalho deles causará nas pessoas.
A idéia era pegar emprestado a folha. Já que depois de trabalhado o desenho nela mesma (in natura) e gravado a imagem, a idéia é ela ser devolvida para o chão – pois não tem nenhuma tinta – ao invés do lixo.
A Guaraná Antártica e outras empresas quiseram comprar a idéia das agências. Eles não vendem porque o conceito vem acompanhado de uma causa maior que vender produtos.
Um dos últimos trabalhos que fizeram com as folhas foram os flyers para o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira.
Confira o porquê do bronze:




Capitalismo selvagem
Julho 10, 2009
nowadays
Stopando com as férias (semi, regime semi aberto), parando pra pensar no que andamos fazendo com esse tempo dispensado em atividades, quase sempre, automáticas e semi recompensáveis. Nunca é só pelo dinheiro, isso é fato. Tem a ver com o estado de espírito e em quanto você dispõe para gastar físico e “intelecto” -cof cof – para a proeza em questão.











