Será que vai?
Olhei foi muito pra isso aqui antes de derrubar a primeira linha que acaba…agora.
Pois então, estou de férias no trampo-estágio, que espero deeply at heart ser o último estágio da minha pequena e intensa vida de trampos. Como resolução de gente gorda (sim) em fim de ano, fazer exercícios, aproveitar mais o tempo e dinheiro de gente grande mensalmente estão bem na minha lista de half free time, half TCC. Este, famigerado, que enrolei, mas num SUPER turning point virou tema do texto de hoje (quatro meses depois).
Meu querido TCC é apenas algo que pesquiso desde 2009, quando minha entrevistada instigou a questão: Então o Bixiga instead Tarantella é virado no batuque, quebrada, umbigada, remelexo e samba no pé? Sim, meus e minhas caras. A maravilha da história dos winners descartou a muito mais maravilhosa história dos negros que tinham e ainda tem uma pequena comunidade no coração da Paulicéia. Enfim, tudo muito bom, tudo muito bem, para mais informações leiam o rascunho que comecei no: http://storify.com/saluapo/morro-do-quilombo
Este trabalho é algo pessoal até o último ponto. Vírgula, traço – e parênteses (que quase não uso). Mais que isso, não me foi pautado, o tempo é mais do que meu, a apuração é livre. Só não é lindo por uma razão…é um TCC. Orientado como todos os outros trabalhos em um bolo de 40 cabeças loucas para serem formadas.
Isso infelizmente não me basta, a pouca pessoalidade, a pitada de tato, a lasquinha de pesquisa, as gotinhas de preocupação com a orientação, consegue ser pior que a FALTA COMPLETA de tudo isso. A cereja do bolo, e principal desculpa para estas reuniões de AA fora de hora, a linda ABNT, não me enquadra e é aí que o bolo desanda inteiro.
Juro que tentei quatro, cinco anos (um a mais em um curso super útil na Puc, só que ao contrário)esse papinho furado de trabalho, trabalho em grupo, trabalho para um público masculino, feminino, de minhocas e tal. Essas atividades que nunca estimularam pensamentos e reflexões unless o typar de dedos no google. Esses centros de trabalhadores para o mercado, cujos boletos valem menos que um salário -tks God – mais que funcionam. Esses trabalhinhos são os mesmos publicados diariamente nos veículos de massa de hoje, amanhã e depois.
Mas não, nunca foi o que eu quis, eu nunca pedi por isso, eu estou lá e não estou. Em tudo para dizer a verdade, eu estou tirando o diploma, eu estou trabalhando, até aí SER e QUERER esse tipo de comunicação são dois abismos para atravessar descalço e com cadeirinha de segurança.
Entendo a internet, a rapidez, a informação. Não engulo o lead, a preguiça, os textos releases e a ABNT. “Ah, mas é um trabalho acadêmico”. Sim, a monografia tem disso mesmo, mas a linguagem tem de ser própria. “Ah, mas não é jornalismo”. Defina jornalismo. Já me falaram que era só escrever fofoca (isso é só um segmento).
Mas cara, é agosto, estou preparada. Essa zica é pra comer com farinha se botar o que passei na balança. Estou pronta para escrever o modelinho, sentar na cadeirinha, ouvir abobrinha de mestres e magos da comunicação e enfim poder trabalhar em algo bacana ou não, fazer frilas legais ou não e levar calote feliz da vida – that´s for sure.









