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	<title>Um Amor de Mau Humor</title>
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		<title>inércia</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 14:45:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[resignacao, defenestracao, indignacao, finalizacao, paralisacao. Umr umr (tá tudo certo).    <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=252&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>resignacao, defenestracao, indignacao, finalizacao, paralisacao. Umr umr (tá tudo certo).</p>
<p> </p>
<p> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saluapo.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saluapo.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saluapo.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saluapo.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saluapo.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saluapo.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saluapo.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saluapo.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saluapo.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saluapo.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saluapo.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saluapo.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saluapo.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saluapo.wordpress.com/252/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=252&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Será que vai?</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Aug 2011 21:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saluapo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olhei foi muito pra isso aqui antes de derrubar a primeira linha que acaba&#8230;agora. Pois então, estou de férias no trampo-estágio, que espero deeply at heart ser o último estágio da minha pequena e intensa vida de trampos. Como resolução de gente gorda (sim) em fim de ano, fazer exercícios, aproveitar mais o tempo e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=240&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olhei foi muito pra isso aqui antes de derrubar a primeira linha que acaba&#8230;agora.<br />
Pois então, estou de férias no trampo-estágio, que espero deeply at heart ser o último estágio da minha pequena e intensa vida de trampos. Como resolução de gente gorda (sim) em fim de ano, fazer exercícios, aproveitar mais o tempo e dinheiro de gente grande mensalmente estão bem na minha lista de half free time, half TCC. Este, famigerado, que enrolei, mas num SUPER turning point virou tema do texto de hoje (quatro meses depois).</p>
<p>Meu querido TCC é apenas algo que pesquiso desde 2009, quando minha entrevistada instigou a questão: Então o Bixiga instead Tarantella é virado no batuque, quebrada, umbigada, remelexo e samba no pé? Sim, meus e minhas caras. A maravilha da história dos winners descartou a muito mais maravilhosa história dos negros que tinham e ainda tem uma pequena comunidade no coração da Paulicéia. Enfim, tudo muito bom, tudo muito bem, para mais informações leiam o rascunho que comecei no: http://storify.com/saluapo/morro-do-quilombo</p>
<p>Este trabalho é algo pessoal até o último ponto. Vírgula, traço &#8211; e parênteses (que quase não uso). Mais que isso, não me foi pautado, o tempo é mais do que meu, a apuração é livre. Só não é lindo por uma razão&#8230;é um TCC. Orientado como todos os outros trabalhos em um bolo de 40 cabeças loucas para serem formadas. </p>
<p>Isso infelizmente não me basta, a pouca pessoalidade, a pitada de tato, a lasquinha de pesquisa, as gotinhas de preocupação com a orientação, consegue ser pior que a FALTA COMPLETA de tudo isso. A cereja do bolo, e principal desculpa para estas reuniões de AA fora de hora, a linda ABNT, não me enquadra e é aí que o bolo desanda inteiro.</p>
<p>Juro que tentei quatro, cinco anos (um a mais em um curso super útil na Puc, só que ao contrário)esse papinho furado de trabalho, trabalho em grupo, trabalho para um público masculino, feminino, de minhocas e tal. Essas atividades que nunca estimularam pensamentos e reflexões unless o typar de dedos no google. Esses centros de trabalhadores para o mercado, cujos boletos valem menos que um salário -tks God &#8211; mais que funcionam. Esses trabalhinhos são os mesmos publicados diariamente nos veículos de massa de hoje, amanhã e depois. </p>
<p>Mas não, nunca foi o que eu quis, eu nunca pedi por isso, eu estou lá e não estou. Em tudo para dizer a verdade, eu estou tirando o diploma, eu estou trabalhando, até aí SER e QUERER esse tipo de comunicação são dois abismos para atravessar descalço e com cadeirinha de segurança.</p>
<p>Entendo a internet, a rapidez, a informação. Não engulo o lead, a preguiça, os textos releases e a ABNT. &#8220;Ah, mas é um trabalho acadêmico&#8221;. Sim, a monografia tem disso mesmo, mas a linguagem tem de ser própria. &#8220;Ah, mas não é jornalismo&#8221;. Defina jornalismo. Já me falaram que era só escrever fofoca (isso é só um segmento). </p>
<p>Mas cara, é agosto, estou preparada. Essa zica é pra comer com farinha se botar o que passei na balança. Estou pronta para escrever o modelinho, sentar na cadeirinha, ouvir abobrinha de mestres e magos da comunicação e enfim poder trabalhar em algo bacana ou não, fazer frilas legais ou não e levar calote feliz da vida &#8211; that´s for sure.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saluapo.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saluapo.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saluapo.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saluapo.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saluapo.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saluapo.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saluapo.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saluapo.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saluapo.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saluapo.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saluapo.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saluapo.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saluapo.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saluapo.wordpress.com/240/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=240&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pressao</title>
		<link>http://saluapo.wordpress.com/2011/04/25/pressao/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 22:53:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saluapo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Complicado dizer onde termina para cada um. Eu, no caso, estou finalizando uma historia que pode ir bastante longe, trabalhisticamente falando. Sob pressao, sem tempo, cabeça ou saco para qualquer outra coisa senao esse grande projeto de formatura. Ai eu vi sobre a morte de Tim, no twitter, pelos @lostart. O @fredcintra me mandou esse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=236&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Complicado dizer onde termina para cada um. Eu, no caso, estou finalizando uma historia que pode ir bastante longe, trabalhisticamente falando. Sob pressao, sem tempo, cabeça ou saco para qualquer outra coisa senao esse grande projeto de formatura.</p>
<p>Ai eu vi sobre a morte de Tim, no twitter, pelos @lostart. O @fredcintra me mandou esse link e resolvi finalmente escrever algo no site. Algo que realmente tem me atrapalhado esse ano, me feito brigar e, mais uma vez, desobedecer as regras do jogo, tambem magoar quem me ama e colocado alguns pontos e virgulas em diversas relacoes que vao muito alem de uma amizade bacana, onde se pergunta e responde, com a intencao de ajudar &#8211; este ultimo, acredito ter sido uma boa coisa, pelo menos por agora -, a pressao.</p>
<p>Triste morrer trabalhando, sem possibilidade de pensar duas vezes. é assim mesmo quando as pessoas gostam do que fazem. Vao embora, ficam ate mais tarde, se envolvem, mergulham de cabeca, nao veem mais nada em volta. Os chegados dizem: &#8220;relaxa, let it go, deixa pra la, respira&#8221;. Quando? O negocio é se jogar. Nao sou ninguem pra julgar, mas minha experiencia diz que se é pra ser assim, ao menos trabalhe para voce. No seu negocio, no seu projeto, no que voce gosta, o que te faz feliz, isso, geralmente, nao esta relacionado a empresa que te garante VR, VT etc.</p>
<p>E isso, este ano esta valendo a pena por eu ter tempo de me pressionar, por acreditar no meu projeto e, especialmente, ter uma voz que consiga reverberar no meu trabalho VT, VR etc. é sempre bacana poder encaixar temáticas que interessam em qualquer trabalho que te envolvam.</p>
<p>O Tim se levou pela emocao, pelo tesao do proprio trampo, pelo que mais gostava. Nao viu alem, nao tinha ninguem de fora pra opinar tambem. Se formos pensar pelos que ficam, é realmente triste. Se a morte valeu a pena, somente o ultimo 1/24 de segundo de Tim pode dizer.</p>
<p>*****************************************************************************************</p>
<p>http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,escapei-quatro-vezes-da-morte,710079,0.htm</p>
<p>&#8216;Escapei quatro vezes da morte&#8217;</p>
<p>Fotógrafo alemão fala da situação de extremo risco em Misurata</p>
<p>24 de abril de 2011 | 0h 34</p>
<p>Marcel Mettelsiefen, Der Spiegel &#8211; O Estado de S.Paulo<br />
Misurata é uma cidade onde mesmo fotógrafos com muita experiência em zonas de guerra estão tendo dificuldade para fazer seu trabalho. E, em nenhum lugar o perigo é maior que na Rua Trípoli, no centro. Não faz muito tempo, as pessoas faziam suas compras diárias ali. Hoje, é uma zona de morte. Foi na Rua Trípoli, na quarta-feira, que dois de meus colegas perderam a vida e dois outros foram feridos. Era apenas uma questão de tempo, eu creio, para ocorrer algo assim.</p>
<p>O fotógrafo espanhol Guillermo Cervera, que estava na cena, me contou como Tim Hetherington morreu em seus braços. Ele falou da gravidade dos ferimentos na cabeça de Chris Hondros. Guillermo disse que os dois não foram mortos por granadas propelidas por foguetes, mas por uma granada de fragmentação. Michael Christopher Brown, americano, foi ferido no ombro e no tórax. Ele já havia sido baleado na perna em Benghazi.</p>
<p>As condições para fotógrafos no centro de Misurata são quase indescritíveis. A cada cinco minutos explode uma granada de fragmentação. Disparos partem de todas as direções. Atiradores de tocaia leais ao ditador líbio Muamar Kadafi estão escondidos nas casas de um lado da rua. Combatentes rebeldes estão nas casas do outro lado. Eu estive na Rua Trípoli numa única ocasião, por 30 minutos. Outros colegas passaram muito mais tempo ali, apesar do risco extremo de serem atingidos. Como ocorreu com Tim Hetherington e Chris Hondros.</p>
<p>Cruzando as linhas da prudência</p>
<p>Muitos fotógrafos, eu inclusive, assumem esses riscos no esforço para captar a imagem perfeita. Nós muitas vezes cruzamos as linhas da prudência.</p>
<p>A pergunta sobre o que leva alguém a assumir semelhantes riscos é de difícil resposta. Será que o resultado final, um punhado de fotos impactantes, vale isso? Como jornalista, a pessoa quer fazer a diferença. Percebi que esse era particularmente o caso em Misurata. Havia poucos de nós ali, talvez dez fotógrafos no total. Eu me convenci de que sou capaz de mostrar a pessoas fora da Líbia o que está realmente havendo por lá. De que posso mostrar aquilo que Kadafi gostaria que permanecesse oculto: a dor e o sofrimento de civis líbios. É isso que me dá a sensação de que meu trabalho realmente pode causar um efeito. Mas pode mesmo?</p>
<p>Em campos de batalha como Misurata, nós fotógrafos somos dependentes da ajuda dos rebeldes, que nos guiam pela cidade. Sem essa ajuda, nossa liberdade de movimento é extremamente limitada. Mas os rebeldes também nos levam às áreas mais perigosas porque querem nos mostrar os lugares onde as pessoas estão sofrendo mais. Em alguns casos, íamos longe demais para o meu gosto, e eu dizia a meus companheiros para pararmos. Como eu era, na época, o único fotógrafo na cidade, era mais fácil.</p>
<p>Viajar em grupo pode ser vantajoso, mas também pode ser uma séria desvantagem. Num grupo de fotógrafos, sempre há alguém que quer ir mais longe, transpor os limites. E os outros seguem. Ninguém quer ficar para trás ou mostrar medo. É uma dinâmica que pode ampliar os limites. E em Misurata, não há linhas divisórias claras no front. A morte pode vir de qualquer lado, e pode visar a qualquer um.</p>
<p>Nos oito dias que trabalhei em Misurata, houve quatro situações em que eu poderia perfeitamente ter sido a vítima. Houve quatro vezes em que poderia ter morrido. Duas situações foram particularmente chocantes.</p>
<p>Depois que as tropas de Kadafi bombardearam o centro de imprensa, nós encontramos abrigo num hospital. Nos sentíamos seguros naquele local. As pessoas ali imitavam o ruído de granadas chegando. Piiiuuuuuuuxxxx! Era em geral engraçado e as pessoas riam. Isso ocorreu várias vezes. E aí ouvimos a coisa real. Estávamos no pátio de um complexo de apartamentos na zona de batalha. Havia crianças brincando e nós entramos no edifício para guardar alguns equipamentos. Ouvimos um assobio e depois três ruídos fortes: bum, bum, drsxxxxxxx. As crianças com quem estivéramos brincando apenas dois minutos antes estavam todas mortas. Uma granada de fragmentação. Esses explosivos detonam no ar e espalham estilhaços ? fragmentos de metal pontudos, aquecidos, que atravessam facilmente o corpo humano. Por puro acaso eu não estava mais no pátio quando a granada explodiu.</p>
<p>De outra vez estávamos seguindo para o porto quando uma granada de fragmentação detonou a dez metros de nós. Errou por pouco a ambulância a nossa frente. As tropas de Kadafi se afeiçoaram a mirar ambulâncias.</p>
<p>Não existe segurança completa para fotógrafos, isso deve ficar claro. Mas é preciso estabelecer limites. Em Misurata eu me aventurava um pouco mais a cada dia, até que fiquei a apenas dez metros de uma casa com 30 atiradores pró-Kadafi. Os rebeldes foram inflexíveis sobre me levar para um edifício próximo para que eu tivesse uma visão melhor. Aí nós saímos correndo. É preciso correr para todos os lados para se esquivar dos atiradores. De repente, estávamos levando tiros dos dois lados. Foi então que eu pensei: agora eu fui longe demais.</p>
<p>Você se pergunta por que faz isso, por que está nessa situação apesar de já ter estabelecido alguns limites. Você se pergunta se, em último recurso, teria a coragem de respeitar esses limites e recuar se as coisas ficassem perigosas demais. Quando se começa a ficar nervoso, é hora de voltar.</p>
<p>Fiquei feliz quando saí de Misurata. Nesse tipo de missão, a gente suporta uma quantidade enorme de stress. Mas só percebe isso de fato quando não está mais na situação e toda a tensão arrefeceu.</p>
<p>É como no Haiti em 2004, quando alguns colegas e eu caímos numa emboscada. Estávamos em oito, mas somente quatro saíram com vida. Eu vi um colega ser baleado e morto bem diante de meus olhos. Foi uma experiência traumática, e ela realmente me convenceu de que eu não ia fazer nada disso de novo. Comecei a estudar medicina.</p>
<p>Mas, de alguma maneira, terminei do jeito que comecei: como um fotógrafo em zonas de crise. / TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saluapo.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saluapo.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saluapo.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saluapo.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saluapo.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saluapo.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saluapo.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saluapo.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saluapo.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saluapo.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saluapo.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saluapo.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saluapo.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saluapo.wordpress.com/236/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=236&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Por que nao com ela?</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 13:18:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Como definicao para o video, descricao da querida Paloma Kliss (que tambem apresentou a obra prima): Gafanhota ousada, público mezzo aliche mezzo muzzarella, as tiazinhas sem entender muito bem a tirassão de sarro&#8230;não sei se gosto mais dela ou das caras da platéia&#8230; Por que não com ela? hahaha muito bom<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=231&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://saluapo.wordpress.com/2010/07/28/por-que-nao-com-ela/"><img src="http://img.youtube.com/vi/vW2gAA0ZiCU/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Como definicao para o video, descricao da querida Paloma Kliss (que tambem apresentou a obra prima):<br />
Gafanhota ousada, público mezzo aliche mezzo muzzarella, as tiazinhas sem entender muito bem a tirassão de sarro&#8230;não sei se gosto mais dela ou das caras da platéia&#8230; Por que não com ela? hahaha muito bom</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saluapo.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saluapo.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saluapo.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saluapo.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saluapo.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saluapo.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saluapo.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saluapo.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saluapo.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saluapo.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saluapo.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saluapo.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saluapo.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saluapo.wordpress.com/231/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=231&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Bomba!</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 16:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saluapo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[acassinha]]></category>
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		<description><![CDATA[Pensando sobre algo pra tirar a poeira disso aqui, resolvi socializar uma informação&#8230;Sabe qual o post com mais comments nesse famigerado blog???? Acertou quem disse SANTA RITA DE (A) CÁSSIA! 2010/04/15 at 1:02 am obrigada emprego do Afonso santa rita voce e maravilhosa AMEM ANTONIA Agradeço a Santa Bettyê 9 # antonia 2010/04/15 at 12:51 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=227&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensando sobre algo pra tirar a poeira disso aqui, resolvi socializar uma informação&#8230;Sabe qual o post com mais comments nesse famigerado blog????</p>
<p>Acertou quem disse <a href="http://saluapo.wordpress.com/2008/11/05/agradeco-a-santa-bettye/">SANTA RITA DE  (A) CÁSSIA!</a></p>
<p>2010/04/15 at 1:02 am<br />
obrigada emprego do Afonso<br />
santa rita voce e maravilhosa<br />
AMEM</p>
<p>ANTONIA</p>
<p>Agradeço a Santa Bettyê<br />
9 #<br />
  antonia</p>
<p>2010/04/15 at 12:51 am<br />
agradeço pelo emprego do meu filho Afonso<br />
AMEM</p>
<p>2010/04/15 at 12:48 am<br />
agradeço pelo emprego que meu filho consegiu<br />
agradeço pela graça alcançada</p>
<p>  MISLENE CRISTINA DE LIMA</p>
<p>2010/04/09 at 12:39 am<br />
SANTA RITA EU E MINHA FAMILIA TE AMAMOS MUITO E TEMOS MUITA FE JA RECEBEMOS MUITAS GRAÇAS OBRIGADO POR TUDO .BEIJO SANTINHA .</p>
<p>MARCIO ANTONIO DE LIMA</p>
<p>2010/04/09 at 12:22 am<br />
SANTA RITA ILUMINA UM EMPREGO PARA MEU FILHO MARCIO EU LUZIA PEÇO BENÇAO PARA MINHAS FILHAS MERCIA E MISLENE PARA ANTONIO MEU ESPOSO PELA SAUDE MARIA JOSE LURDES SANTA PRECISAMOS MUITO DA SUA AJUDA<br />
 ANTÓNIO</p>
<p>2010/03/25 at 2:03 pm<br />
Santa e Milagrosa<br />
  Euclides<br />
AJUDENOSNEGOCIOS</p>
<p>Santa Rita ajude a vender e comprar imovel fazer excelente negocios documentos tudo certo receber e pagar dividas financeiras sem dificuldades resolver todos problemas, mostre o melhor para nós.<br />
Muito obrigado. Amem assim seja</p>
<p>  antónia meireles</p>
<p>2010/03/03 at 4:16 pm<br />
Santa dos Impossíveis</p>
<p>  Edite Santos</p>
<p>2010/03/03 at 4:07 pm<br />
Dona Edite tão linda esta santinha.<br />
Senhora dos impossíveis<br />
Um Beijinho</p>
<p>2010/02/22 at 8:28 pm<br />
tenho fe em santa rita tenho muito amor sonho muito com ela no seu santuario.<br />
vanderleipio</p>
<p>santa rita de cassia,e mesmo milagraso,vamos ter muinta fe nela</p>
<p>zilda esperança de almeida</p>
<p>2009/09/27 at 11:31 am<br />
Agradeço a minha Senhora peloS sonhos recebidos e graças em toda minha vida,obrigado minha sta Rita dos impos flôres,vermelhas eu te ofereço</p>
<p>  Elaine</p>
<p>2009/08/24 at 9:19 pm<br />
nossa santa riata me ouviu e realiçou minhas preces obrigada minha santa rita de casia podem cofiar .</p>
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<p><strong>Vige&#8230;God é mais!</strong></p>
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		<title>23 dia 29</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 20:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saluapo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[By Biazim<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=223&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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By <a href="http://flickr.com/biacintra">Biazim</a></p>
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		<title>Heading ahead</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 23:46:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saluapo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sobre a marcha que segue até São Paulo (a única pena é a falta de data nos textos, mas, quase todos são da semana passada): Chamado à ação &#8211; mulheres em marcha até que todas sejamos livres! A 3ª Ação Internacional será uma grande atividade de denúncia, reivindicação e formação, que pretende dar visibilidade à [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=215&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a marcha que segue até São Paulo (a única pena é a falta de data nos textos, mas, quase todos são da semana passada):</p>
<p><b>Chamado à ação &#8211; mulheres em marcha até que todas sejamos livres!</b></p>
<p>A 3ª Ação Internacional será uma grande atividade de denúncia, reivindicação e formação, que pretende dar visibilidade à luta feminista contra o capitalismo e a favor da solidariedade internacional, além de buscar transformações reais para a vida das mulheres brasileiras. Leia mais&#8230;</p>
<p>Em 2010, mais uma vez, nós militantes da Marcha Mundial das Mulheres dos cinco continentes estaremos em marcha. Vamos marchar para demonstrar nossa perseverança e nossa força como mulheres organizadas, com distintas experiências, culturas políticas e origens étnicas. Temos uma identidade e objetivos comuns: o desejo de superar a injusta ordem atual que provoca violência e pobreza, e construir o mundo que queremos baseado na paz, justiça, igualdade, liberdade e solidariedade. </p>
<p>Vamos marchar em solidariedade com aquelas mulheres que não tem liberdade para fazê-lo devido às guerras e aos conflitos armados; devido à divisão sexual do trabalho que mantém as mulheres prisioneiras em suas próprias casas; devido ao sistema capitalista e patriarcal que determina que a esfera pública &#8211; ruas, lugares de trabalho, lugares de aprendizado e política, espaço para lazer &#8211; está reservada aos homens. E devido à falta de tempo das mulheres, por que temos que fazer malabarismos para dar conta das responsabilidades do cuidado com as pessoas ao nosso redor.</p>
<p>Vamos marchar para reivindicar nossos direitos. Vamos marchar para resistir àqueles que querem tirar os direitos que temos conquistado em nossa luta contra a ofensiva do fundamentalismo religioso e dos setores conservadores da sociedade e do Estado. Estaremos em marcha pelo mundo que queremos, no qual a autonomia, a autodeterminação e a solidariedade são pilares da organização da nossa sociedade.</p>
<p>Vamos marchar em luta contra a mercatilização das nossas vidas, sexualidade e corpos. Não somos objetos para vender ou comprar! Nos negamos a ser tratadas como pedaços de carne pelo tráfico de mulheres, pela indústria pornográfica e publicitária! Não vamos aceitar a violência em nossas casas e locais de trabalho! Estaremos em marcha até que todas as mulheres vivam suas vidas livres de violência e ameaça de violência.</p>
<p>Vamos marchar para denunciar o sistema capitalista sexista, racista e homofóbico que explora o trabalho reprodutivo e produtivo das mulheres e que concentra a riqueza na mão de poucos. Demandamos igualdade salarial entre homens e mulheres pra trabalhos iguais, um salário mínimo justo, a reorganização e distribuição do trabalho doméstico e de cuidados e seguridade social sem nenhum tipo de discriminação. Estaremos em marcha até que todas as mulheres tenham autonomia econômica.</p>
<p>Vamos marchar pelo fim imediato dos conflitos armados e do uso do corpo das mulheres como botim de guerra. Vamos marchar para denunciar os interesses econômicos que se escondem por trás dos conflitos, o controle dos recursos naturais, o controle dos povos e o lucro da indústria armamentista. Estaremos em marcha até que todas as mulheres sejam reconhecidas e valorizadas como protagonistas dos processos de paz, reconstrução e manutenção ativa da paz em seus próprios países.</p>
<p>Vamos marchar contra a privatização dos recursos naturais e dos serviços públicos. Vamos marchar pela soberania alimentar e energética, contra a destruição e controle dos nossos territórios e contra as falsas soluções frente a mudança climática. Estaremos em marcha até que nossos direitos a saúde, a educação, a água potável, ao saneamento, a terra, a moradia e soberania sobre nossas sementes tradicionais sejam garantidos.</p>
<p>Some-se a nossa ação!</p>
<p>Mulheres em movimento mudam o mundo!</p>
<p>A 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres será organizada em dois momentos principais:</p>
<p>- De 8 a 18 de março, com marchas e mobilizações nacionais simultâneas de diferentes tipos, formas, cores e ritmos que também marcarão o centenário da Declaração do Dia Internacional das Mulheres, proposto pelas delegadas à 2ª Conferencia Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague em 1910.</p>
<p>- Marchas e ações simultâneas entre 7 e 17 de outubro, com uma mobilização internacional em Kivu do Sul, na Republica Democrática do Congo, como uma forma de fortalecer o protagonismo das mulheres na resolução dos conflitos armados.</p>
<p>Serão realizadas mobilizações, ações e atividades entre estes dois períodos, em vários países e também em nível regional:</p>
<p>- Américas: 21 – 23 de agosto, na Colômbia</p>
<p>- Ásia e Oceania: 12 – 14 de maio, nas Filipinas</p>
<p>- Europa: 30 de junho, na Turquia</p>
<p>A ação internacional é aberta a todas as mulheres e grupos de mulheres que queiram se unir a nós na luta pela construção do mundo que queremos, baseado nas alternativas das mulheres. Venham marchar conosco! A Marcha Internacional também tem um site, com textos, logos e outros materiais que podem ser usados para preparar a ação assim como notícias dos diversos países participantes: http://www.mmm2010.info/ </p>
<p>Mulheres em marcha até que todas sejamos livres!<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b>Minas Gerais se prepara para marchar</b></p>
<p>Marcha Mundial das Mulheres se reúne em Minas Gerais para organizar os preparativos finais rumo à Ação 2010.</p>
<p>O Coletivo Estadual da Marcha Mundial das Mulheres em Minas Gerais esteve reunido neste domingo, dia 07 de fevereiro, para discutir os últimos preparativos para a Ação 2010. Representantes de diversos núcleos e militantes do estado se reuniram em Belo Horizonte e repassaram como está a organização para a Ação em suas localidades. Na reunião, também foi feito um repasse do último seminário nacional e um levantamento das demandas para a participação das marchantes mineiras.</p>
<p>Estiveram presentes representantes do Leste e do Norte de Minas, de Diamantina, Viçosa e da região metropolitana de Belo Horizonte. A delegação de Minas Gerais pretende comparecer à Ação 2010 com cerca de 300 mulheres vindas de todo o estado para marchar entre Campinas e São Paulo. </p>
<p>Este texto foi enviado por Lívia Bacelete, militante da Marcha Mundial das Mulheres em Minas Gerais.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b>Reunião mostra força das jovens feministas</b></p>
<p>Cerca de 40 mulheres se reuniram no sábado (20/2) na sede da SempreViva Organização Feminista (SOF), para discutir a 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres.</p>
<p>Maria Lúcia conta a história do 8 de Março.</p>
<p>O feminismo tem história, mas não é algo apenas do passado. Sua força no presente, inclusive entre as novas gerações, ficou explícita na reunião realizada no último sábado (20/2), na sede da SempreViva Organização Feminista (SOF), em São Paulo. Cerca de 40 mulheres se reuniram para relembrar o histórico de luta da Marcha Mundial das Mulheres e debater a importância de sua 3ª Ação Internacional. O encontro deixou a certeza de que a caminhada entre Campinas e São Paulo, de 8 a 18 de março, contará também com pernas e rostos jovens.</p>
<p>Para mudar o mundo injusto e desigual em que vivemos, é preciso mudar a vida das mulheres. Mas o contrário também é verdadeiro: não se muda a vida das mulheres sem atacar a opressão geral do sistema capitalista. Essa relação de dependência mútua, ao contrário de desanimar e levar a paralisia, renova a força das militantes feministas, o sentido de marchar.</p>
<p>Na reunião de sábado, a militante Maria Lúcia Silveira deu uma verdadeira aula sobre o histórico do 8 de Março. &#8220;Durante muito tempo, chegou-se a duvidar de que trabalhadoras tivessem sido queimadas vivas em uma fábrica têxtil nos Estados Unidos. Alguma estudiosas diziam que isso era uma lenda, um mito unificador, que não existiu de fato&#8221;, afirmou Maria Lúcia. &#8220;Com pesquisa, a gente descobriu que esse incêndio existiu, sim, mas que o Dia Internacional das Mulheres tem uma origem anterior. Ele vem do movimento de mulheres em busca do direito ao voto e do movimento grevista das trabalhadoras norte-americanas. Elas combinaram em 1910 de estabelecer um dia internacional de lutas &#8211; a primeira comemoração aconteceu em 2011. Pouco depois, da Rússia, veio a mobilização das mulheres trabalhadoras, que iniciaram a Revolução Socialista&#8221;, completou a militante. Esta história detalhada dos 100 anos do 8 de Março está contada em um livro que será lançado durante a 3ª Ação Internacional, em um ato público no dia 13 de março, na cidade de Várzea (SP). </p>
<p>Os 100 anos do Dia Internacional da Mulher estão representados também na duração da caminhada entre Campinas a São Paulo: serão 10 dias, um para cada 10 anos de luta histórica. Até o momento, todos os estados brasileiros (com exceção do Mato Grosso), confirmaram presença na marcha. Além do Brasil, pelo menos outros 44 países realizarão atos públicos para marcar a 3ª Ação Internacional. A Marcha Mundial das Mulheres, nascida em 2000, está presente em 150 países, sendo que em cerca de 60 deles possui um movimento mais orgânico, com coordenação nacional. Em 17 de outubro, Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza, acontecerá o encerramento da 3ª Ação Internacional, no Congo. A escolha do local não foi aleatória: esta nação africana é um lugar de intenso conflito, onde é muito perigoso ser mulher (em determinadas regiões do país, por exemplo, 70% das mulheres já sofreram violência física e/ou sexual). Não por acaso, entre os quatro pilares da Plataforma de Ação da Marcha Mundial das Mulheres está a luta pela paz e desmilitarização.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b>Oficina: Mulheres construindo soberania sobre nosso corpo e vida!</b></p>
<p>Para militantes da Marcha Mundial de Mulheres, saúde não é mercadoria</p>
<p>Para a sociedade do lucro, ter saúde é sinônimo de consumo. Consumir consultas, remédios, certos tipos de alimentos, determinadas atividades físicas &#8211; soluções rápidas e lucrativas que aumentam nossa dependência a esse modelo.</p>
<p>Para nós da Marcha Mundial das Mulheres, ter saúde é ter possibilidade de lutar contra o que nos agride e nos ameaça, inclusive a doença. A intervenção em saúde deve, portanto, conseguir fortalecer essa capacidade de lutar. Lutar contra a tentativa das transnacionais de transformar nossos corpos em seus territórios, contando, na maioria das vezes, com o poder da ciência, dos médicos como seu aliado.</p>
<p>Para nós, ter saúde é ter autonomia sobre nosso corpo, nossa vida, nossa comunidade e território. Ter saúde é podermos lutar juntas pela socialização e reorganização do trabalho de cuidados.</p>
<p>É para construir autonomia e luta, que nós, da Marcha Mundial das Mulheres, vamos nos encontrar nessa sexta-feira, dia 26/02, às 14 horas, na Capelinha da Rua Brusque, bairro Barreiro, em Belo Horizonte.</p>
<p>Iremos compartilhar práticas populares de cuidado, fortalecer o auto-cuidado e dividir saberes para serem utilizados na 3° Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres</p>
<p>***Este texto foi enviado por  Débora Fel Guerra, militante da Marcha Mundial das Mulheres em Minas Gerais.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
<b>Encontro Regional da Batucada Feminista produz instrumentos musicais para a Ação 2010</b></p>
<p>Atividade reuniu 30 jovens batuqueiras em Mossoró/RN com intuito de prepará-las para a 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres</p>
<p>No último dia 06 de fevereiro aconteceu em Mossoró/RN o Encontro Regional da Batucada Feminista. O evento contou com a participação de 30 jovens de sete municípios da região Oeste e discutiu pontos importantes para a Ação 2010, como a produção de instrumentos musicais manuais e a organização do ato de envio da delegação a São Paulo.  </p>
<p>De acordo com Lidiane Samara, militante da Marcha Mundial das Mulheres, o encontro tinha como principal objetivo dar visibilidade à 3ª Ação Internacional. “Estamos mobilizando as batuqueiras da região que pretendem ir a São Paulo no próximo mês, dando encaminhamentos aos preparativos para a viagem e também confeccionando instrumentos manuais”, destaca.</p>
<p>Além de confirmarem a participação na Ação 2010, as jovens produziram 60 pandeiros feitos à base de material reciclado. Já para o ato de envio da delegação do Rio Grande do Norte a São Paulo foi decidido organizar uma mística no dia 5 de março, ocasião em que as 400 mulheres do estado partem numa viagem de quase 3 mil quilômetros com destino à Campinas/SP para o início da caminhada de dez dias da Marcha Mundial das Mulheres. “Nesse ato de envio da delegação, nós pretendemos fazer um resgate das três ações internacionais da Marcha e lembrar a real história do 8 de março”, explicou Lidiane Samara. </p>
<p>A meta da delegação do RN é levar 200 instrumentos musicais manuais devido à facilidade para tocar durante a marcha. Parte deste material já está pronto e o restante será confeccionado nos dias 23, 24 e 25 deste mês, em oficinas.<br />
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<b>A Marcha Mundial das Mulheres já está nas ruas.</b></p>
<p>Duas mil militantes caminharam nesta terça-feira até Valinhos.</p>
<p>Lançamento da Ação &#8211; Campinas 08/03/2010</p>
<p>A Marcha Mundial das Mulheres (MMM) tomou a rodovia Anhanguera e chegou a Valinhos nesta terça-feira (dia 9), após um ato de lançamento vitorioso em Campinas. As duas mil caminhantes que participam da 3ª Ação Internacional da MMM no Brasil, vindas de todos os estados do país, foram recebidas em Valinhos pelas militantes locais com chuva de pétalas de rosas e distribuição de pães, uma alusão à Marcha Pão e Rosas, ocorrida em 1995 no Canadá, que inspirou o movimento. </p>
<p>Muitas militantes viajaram três dias de ônibus para participar da ação. Este é o caso das 350 mulheres que vieram do Rio Grande do Norte. Nem por isso elas chegaram a Campinas cansadas. Animação e irreverência tomaram conta do Largo do Rosário, no centro da cidade, onde ontem às 17h aconteceu o início da caminhada, marcando as comemorações do Dia Internacional de Luta das Mulheres. A Fuzarca Feminista (grupo de percussão da MMM) alegrou o ato com muito batuque e deu ritmo ao lema do movimento: “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”. </p>
<p>Lourdes Simões, a Lurdinha, do comitê da Marcha em Campinas, lembrou que o ato público no Largo do Rosário representava não apenas o início da caminhada até São Paulo, mas também o coroamento de um longo processo prévio de organização. Ela agradeceu o esforço das militantes de Sumaré, Hortolândia, Paulínea, Valinhos e Indaiatuba, cidades vizinhas a Campinas, que ajudaram a organizar a Marcha na região. Esse processo de auto&#8217;-organização e mobilização prévias se repetiu em todos os estados e vai continuar a ocorrer durante toda a 3ª Ação Internacional no Brasil. As caminhantes se dividiram em comissões de trabalho, responsáveis por atividades essenciais ao sucesso da caminhada – entre elas a comissão de segurança, água, comunicação, saúde, formação e cultura, cozinha, creche, água e limpeza.</p>
<p>Diversidade e união</p>
<p>Do Largo do Rosário, as militantes da MMM caminharam por quatro quilômetros até o Ginásio Rogê Ferreira, no bairro São Bernardo. Elas ainda tiveram fôlego para realizar reuniões de trabalho das comissões, seguida de uma breve noite de sono. Breve mesmo: às 4h, as mulheres já estavam de pé, enrolando seus colchonetes, revezando-se na fila do banho e do café-da-manhã. Às 6h, conforme o previsto, as bandeiras roxas já tomavam as ruas de Campinas rumo à Valinhos. No acostamento da rodovia Anhanguera, as duas filas de caminhantes revelavam a diversidade do movimento. Chamava atenção, por exemplo, o belo visual das indígenas Tupinambá que vieram da aldeia Serra do Padeiro, no município de Una, na Bahia, e das representantes das comunidades de terreiros.  </p>
<p>A Marcha Mundial das Mulheres reúne militantes da cidade, do campo e da floresta, jovens, adultas e idosas, trabalhadoras rurais e urbanas, lésbicas, estudantes. O que as une é o desejo de transformar o mundo para transformar a vida das mulheres (ou, também, transformar a vida das mulheres para transformar o mundo, num movimento cíclico e integrado). Para isso é preciso dividir as tarefas domésticas entre mulheres, homens e o Estado – por meio, por exemplo, da criação de creches públicas de qualidade, conforme destacou Rosane Silva, militante da Central Única dos Trabalhadores (CUT). O tema será discutido nesta tarde em Valinhos, das 16h às 19h, na primeira de uma série de atividades de formação que acontecerão até o dia 18 em Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Várzea, Cajamar, Jordanésia, Perus, Osasco e São Paulo. </p>
<p>A Marcha Mundial das Mulheres já realizou duas ações internacionais, em 2000 e 2005. Em 2010, no primeiro período do calendário da 3ª Ação Internacional (de 8 a 18 de março), pelo menos outros 50 países, além do Brasil, estão realizando marchas e outras atividades de luta. O segundo período acontece de 7 a 17 de outubro, culminando com um encontro de feministas dos cinco continentes em Kivu do Sul, no Congo. </p>
<p>A plataforma desta 3ª ação se baseia em quatro eixos: autonomia econômica das mulheres; bens comuns e serviços públicos (contra a privatização da natureza e dos serviços públicos); violência contras as mulheres e paz e desmilitarização, temas que serão discutidos duante os dez dias de caminhada.<br />
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<b>Na marcha de Vinhedo a Louveira, mulheres destacam o combate ao agronegócio</b></p>
<p>As duas mil militantes da Marcha Mundial das Mulheres, em caminhada de dez dias entre Campinas e São Paulo, defendem a reforma agrária e a agricultura familiar.</p>
<p>Um batuque fúnebre abriu nesta quinta-feira (11) o terceiro dia de caminhada da Marcha Mundial das Mulheres pela rodovia Anhanguera. Após terem andado 11 quilômetros entre Campinas e Valinhos na segunda-feira e 14 quilômetros entre Valinhos e Vinhedo ontem, as duas mil militantes que participam da 3ª Ação Internacional venceram com facilidade os oito quilômetros que separam Vinhedo de Louveira. O silêncio inicial, marcado pelo toque ritmado da Fuzarca Feminista, era uma homenagem às mulheres assassinadas no mundo inteiro e um sinal de apoio às feministas do México, que neste mês lançaram uma campanha contra o feminicídio.</p>
<p>Seguindo o revezamento das delegações, hoje foram as caminhantes do Distrito Federal e do Tocantins que iniciaram a Marcha. As palavras de ordem puxadas por elas destacaram o combate à corrupção e a luta pela defesa do Cerrado, da agricultura familiar e da reforma agrária. A principal porta-voz da bancada ruralista no Congresso Nacional foi lembrada por diversas vezes pelas tocantinenses, que cantaram: “Você não quer, nem mesmo eu, ouvir falar da Kátia Abreu”.</p>
<p>Atividades de formação</p>
<p>Os dez painéis de debates simultâneos que aconteceram ontem durante o período de atividades de formação (das 16 às 19h), em Vinhedo, representaram bem a diversidade de temas e de culturas que marca a Marcha Mundial das Mulheres. Os assuntos discutidos foram economia solidária e feminista; saúde da mulher e práticas populares de cuidado; sexualidade, autonomia e liberdade; educação não sexista e não racista; mulheres negras e a luta anti-racista; mulheres indígenas; a mídia contra-hegemônica e a luta feminista; a mercantilização do corpo e da vida das mulheres; prostituição; mulheres, arte e cultura.</p>
<p>Olga Macuxi, de Roraima, compartilhou a experiência das mulheres guerreiras que participaram da luta pela homologação da Raposa Serra do Sol e falou sobre o processo de organização do movimento de mulheres indígenas. “A OMIR [Organização de Mulheres Indígenas de Roraima] iniciou uma campanha de conscientização contra o álcool nas aldeias. A bebida está ligada a maior parte dos casos de violência contra mulheres e prostituição”, contou Olga. Além das indígenas de Roraima, também estão marchando mulheres do povo Sateré-Maué (do Amazonas) e do povo Tupinambá (da Bahia).</p>
<p>Na tenda em que se reuniram as mulheres negras, a militante mineira Maria Teresa destacou a importância do movimento de mulheres incorporar a luta anti-prisional. “Dos 46 mil presidiários de Minas Gerais, 38 mil são negros. Para as presas, os maus tratos são ainda mais intensos. Ao contrário dos homens, elas não têm direito a visita íntima e, se forem lésbicas e se beijarem, passam uma semana na solitária. Se forem pegas em algum contato mais íntimo, o castigo dura três meses”, afirmou ela. “Tenho quatro filhos biológicos e mais quatro adotivos. Um deles começou a roubar. A sociedade nunca me agradeceu pelos sete cidadãos responsáveis que criei, mas estou cansada de escutar ´Só podia ser preta, por isso o filho é ladrão`”, desabafou Maria Teresa.</p>
<p>O caráter de resistência política da cultura popular foi o eixo do debate sobre mulheres, arte e cultura, que contou com a presença de uma convidada especial: a cantora e compositora Ellen Oléria. “Com a feijoada, as mulheres negras conseguiram transformar restos no prato mais famoso da culinária brasileira”, comemorou a cantora. “Com nossa luta, temos muitas conquistas. Ter uma protagonista negra na novela das oito, por exemplo, é algo positivo. , Sem entrar no mérito do conteúdo, pelo menos agora uma menina negra não vai mais perguntar para a mãe se pode ser modelo, porque ela já vai saber que pode, sim”, completou Ellen.</p>
<p>Na tarde de hoje, um grande debate único sobre o trabalho das mulheres e a autonomia econômica reunirá as duas mil caminhantes. A socióloga Helena Hirata vai contribuir com a discussão. Amanhã, às 6h, a Marcha Mundial das Mulheres volta às ruas, rumo a Jundiaí. O destino final é São Paulo, no dia 18 de março.<br />
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<b>Vai trabalhar, vagabunda!</b></p>
<p>Texto escrito pela militante negra Thayane, estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Minas Gerais.</p>
<p>A Terceira Ação Internacional da Marcha Mundial de Mulheres continua e cada quilômetro do trajeto é marcado por experiências de fazer os olhos brilharem. Independente do brilho ser motivado por alegria ou tristeza, as marchantes estão expostas a intensas emoções. O esforço físico requerido pela caminhada não é pouco, cada uma das marchantes sente isso na pele, mesmo usando o protetor solar.</p>
<p>“Vai trabalhar, vagabunda!”</p>
<p> Ser chamada de vagabunda, ser ordenada a trabalhar, como se o fato de você reservar 11 dias de sua vida para marchar pela liberdade das mulheres em diversas esferas da vida social fosse algo desimportante. Para quem nunca refletiu sobre o quanto é trabalhoso estar em Marcha, observar alguns esforços é fundamental:</p>
<p>- A mulher conseguir folga ou férias nos empregos, na faculdade ou em outras obrigações;<br />
- Contar com um pai presente, ou outra pessoa, que cuide das crianças em idade escolar para que as mesmas não precisem perder aula;<br />
- Abrir mão do conforto do seu lar,ou da conveniência cotidiana;<br />
- Acordar às 4 da manhã com disposição para caminhar em média 10 km por dia;<br />
- Enfrentar o cansaço, a dor nas pernas entre outros incômodos;<br />
- Lidar com o tratamento preconceituoso e opressor de pessoas pelo caminho que não dão a mínima importância para os direitos humanos;</p>
<p>“Vão com Deus! Força na luta!”</p>
<p>Quem vê de fora pode até pensar que estar em Marcha é um suplício, mas não vamos nos prender a análises superficiais. Estar em Marcha é uma experiência única, é construir um movimento para acabar com situações que nos marginalizam. Uma companheira, durante uma fala no painel sobre mulheres negras e luta anti-racista, ontem (10/03), desabafou dizendo que se sentia como Maria Madalena, em certos momentos era julgada e em outros acolhida com compreensão. Essa metáfora ilustra o que é lutar por mudanças em um sistema no qual a sociedade está muito longe de ser considerada “Jesus Cristo”. O desafio está colocado! Marchar e receber manifestações de carinho, respeito, observar os avanços do feminismo e o progresso que conquistamos a partir dele é o que dá força a cada marchante que se dispõe em seguir em Marcha. Nos espaços de formação com rodas de conversa e mesas de debate, ou nas confraternizações e momentos culturais a gente percebe o quanto é compensador lutar contra a inércia machista, que algumas pessoas insistem em manter.<br />
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<b>Várzea Paulista acolhe e é acolhida com entusiasmo pela Marcha Mundial das Mulheres</b></p>
<p>No sexto dia da 3ª Ação Internacional, as duas mil militantes lançarão livro e farão ato público. No dia anterior, elas reforçaram a importância de lutar pela garantia da soberania alimentar e energética.</p>
<p>Com direito a plantação de árvores e saudações dos moradores, as duas mil militantes da Marcha Mundial das Mulheres que desde o dia 8 de marco caminham de Campinas a São Paulo chegaram neste sábado a Várzea Paulista, onde à tarde realizam ato público com lançamento de livro e show da cantora Leci Brandão. Elas saíram às 6h da manhã de Jundiaí e durante quatro horas caminharam por dentro da cidade, até chegarem ao Centro da Cidadania, em Várzea Paulista.</p>
<p> O fato do trajeto de hoje ter sido pelos bairros, não pelo acostamento da rodovia Anhanguera, melhorou significativamente a qualidade da reação das pessoas que estavam no entorno. No lugar dos preconceituosos gritos de “ Vai trabalhar” ou “Vai lavar louça” de alguns motoristas, palmas e acenos de solidariedade dos moradores. Os gritos chauvinistas, aliás, costumam ser respondidos em uníssono pelas militantes com as palavras de ordem:  “Se cuida, se cuida, se cuida, seu machista. A América Latina vai ser toda feminista”.</p>
<p>A plantação de ipês roxos em um trevo de Várzea Paulista, a cor do movimento feminista, simboliza um agradecimento da Marcha à excelente acolhida da cidade. Além de representar um dos quatro eixos de luta da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres: contra a privatização da natureza e dos serviços públicos. Os outros três eixos são: pela autonomia econômica das mulheres, pela paz e desmilitarização, contra todas as formas de violência e pelo direito à autodeterminação das mulheres.</p>
<p>Quem abriu a Marcha hoje foram as delegações do Rio Grande do Norte (a mais numerosa, com 350 participantes), do Piauí e de Alagoas. As piauienses deram mostra de que a união na diversidade (característica marcante da Marcha) não esconde as especificidades e até reascende o orgulho regional: elas começaram a caminhada cantando o hino do seu estado.</p>
<p>No ato público desta tarde, que se estenderá pela noite, haverá o lançamento do livro “As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres”, de autoria da historiadora espanhola Ana Isabel Álvarez González. A publicação recupera o sentido político do 8 de março, comemorado há exatos cem anos, fruto da luta das trabalhadoras socialistas. Haverá também arrecadação de recursos para as organizações de mulheres do Haiti, que sofrem não apenas com os desastres naturais, mais principalmente com o imperialismo, a miséria e o militarismo. Encerrando o ato, show da cantora militante Leci Brandão.</p>
<p>Soberania alimentar e energética</p>
<p>Nívea Regina da Silva, da direção do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), defendeu na atividade de formação da tarde de ontem, ainda em Jundiaí, que a luta por soberania alimentar e energética é uma estratégia estruturante da Marcha Mundial das Mulheres. “As sementes, a água e a terra devem estar em controle de quem produz os alimentos, não das multinacionais do agronegócio”, afirmou Nívea. “A gente defende um modelo de produção camponesa e familiar, que privilegia o consumo local e ajuda até a combater as mudanças climáticas. Temos que afirmar a agroecologia como projeto político que ajuda a construir relações sociais mais justas, inclusive entre homens e mulheres”, completou a dirigente do MST.</p>
<p>Juliana Malerba, representante da Rede Brasileira de Justiça Ambiental, trouxe uma reflexão sobre o aporte da luta ambiental no movimento feminista. Ela lembrou que o discurso da modernização ecológica tenta resolver a crise ambiental sem questionar o modelo de produção, com ferramentas de mercado, em um discurso conciliador que esconde conflitos sociais latentes.  “O movimento feminista de esquerda ajuda a politizar o discurso ambiental, mostrando que há diferentes modos de se apropriar do meio ambiente. A organização das quebradeiras de coco babaçu no Brasil é um exemplo disto”, contou a palestrante.</p>
<p>As mulheres que lutam pelo acesso à terra enfrentam a resistência do latifúndio, mas também da opressão patriarcal. “No Brasil, o percentual de terras em nome das mulheres, seja como únicas titulares ou em conjunto com um homem, está estimado entre 7 a 9% do total. E esse valor baixo ainda é fruto de uma árdua conquista, porque até a Constituição Federal de 1988, as camponesas sequer eram oficialmente reconhecidas”, revelou Isaura Isabel Conte, dirigente do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC). “O MMC vem se assumindo como um movimento feminista desde 2004 e desde então vem se perguntando como fortalecer o feminismo em um território historicamente conservador. A autoria de muitas ações que protagonizamos foi atribuída a homens”, lamentou a dirigente.</p>
<p>A antropóloga Emília Lisboa Pacheco, representante da Articulação Nacional de Agroecologia, foi a quarta palestrante do debate, mediado pela militante paraense Tatiana Oliveira. “As mulheres são historicamente responsáveis pela produção de alimentos e pelo manejo da biodiversidade. O milho, no México, e a batata, nos Andes, que hoje possuem milhares de espécies alimentares, sequer eram comestíveis. Essa riqueza alimentar está ameaçada pelas tecnologias transgênicas e pelo latifúndio. A bandeira de limitar o tamanho da propriedade no Brasil é atual”, defendeu a estudiosa.</p>
<p>Amanhã, domingo, a Marcha Mundial das Mulheres segue para Cajamar. Lá haverá o encontro das caminhantes com as 75 militantes que estão trabalhando na Comissão de Cozinha e garantindo, por meio do trabalho coletivo, a refeições das companheiras que estão marchando.<br />
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<b>Caminhantes da Marcha Mundial das Mulheres encontram-se com as militantes da comissão de cozinha</b></p>
<p>Neste fim-de-semana, atividades de formação cultural marcam a agenda da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil.</p>
<p>Neste domingo (dia 14), no sétimo dia da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, as duas mil caminhantes que saíram de Campinas na segunda-feira (8 de março) enfim se encontraram com as 75 militantes que trabalham fixas na Comissão de Cozinha, preparando suas refeições. Foi um reencontro animado, na Cooperinca, em Cajamar, no Km 46,5 da rodovia Anhanguera, após andarem cerca de 10 quilômetros desde Várzea Paulista.</p>
<p>A tarde e a noite anteriores, em Várzea Paulista, já tinham sido marcadas pelo clima de festa, com lançamento de livro e show da cantora Leci Brandão. A publicação As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres, de autoria da historiadora espanhola Ana Isabel Álvarez González, recupera o sentido político do 8 de março, principal data da agenda feminista. Em 2010, quando o Dia Internacional de Luta das Mulheres está completando 100 anos e o mercado tenta transformá-lo em mais uma ocasião para vender produtos, o ato público reforçou as raízes socialistas desta data de lutas.</p>
<p>É comum a crença de que a origem do 8 de março está ligada a um incêndio de uma fábrica têxtil nos Estados Unidos, no qual muitas operárias morreram queimadas. Esta tragédia infelizmente aconteceu de fato, mas o Dia Internacional de Luta das Mulheres surgiu antes dela. Ele nasceu em 1910, na Segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada na Dinamarca. O direito ao voto era, então, a principal reivindicação das mulheres em grande parte do mundo. As militantes socialistas nos Estados Unidos, por exemplo, já haviam organizado um dia de mobilização pelo voto em anos anteriores. Foi essa data que serviu de inspiração para que as mulheres reunidas na Europa aprovassem a proposta de um dia de luta unificado internacionalmente.</p>
<p>Entre 1911 e 1920, as comemorações do Dia Internacional de Luta das Mulheres ocorreram em dias diferentes a cada ano, variando também em cada país. Foram as manifestações das mulheres na Rússia, no dia 8 de março de 1917 (dia 23 de fevereiro, segundo o antigo calendário russo) que motivaram a adoção da data para comemoração unificada, alguns anos depois. Pouca gente sabe, mas a greve das operárias russas e seus protestos contra a falta de alimentos foram fundamentais para dar início à Revolução Socialista de 1917, da qual surgiu a já extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.</p>
<p>Cultura como ação política</p>
<p>Nesta tarde de domingo, as militantes da Marcha Mundial das Mulheres debaterão a luta contra a violência sexista, com painéis temáticos sobre: a violência doméstica e sexual e as políticas de erradicação dela; o tráfico de mulheres e a migração; e os processos de luta dos movimentos sociais contra a violência sexista. A programação inclui ainda oficina de Wen-do, as práticas feministas de autodefesa e uma oficina para a confecção de vestidos, com a artista Biba Rigo, autora do desenho presente nas camisas, cartazes e adesivos da 3ª Ação Internacional no Brasil.</p>
<p>Quem pensou que a oficina é para costurar vestidos comuns, enganou-se. Orientadas por Biba, as militantes confeccionarão roupas gigantes, que serão usados por duas grandes bonecas apelidadas carinhosamente de Caminhantes. São como bonecas de Olinda, que em outubro seguirão para Kivu do Sul, no Congo, para representar o Brasil no encerramento da 3ª Ação Internacional, em um encontro de feministas do mundo inteiro.</p>
<p>As atividades de formação culturais do domingo não param por aí. À noite, além da exibição de fotos e vídeos da primeira semana da caminhada entre Campinas e São Paulo, haverá apresentação da Kiwi Companhia de Teatro. O grupo mostrará trechos do processo de pesquisa da peça Carne, que trata da opressão capitalista e patriarcal. Amanhã, as militantes seguem cedo para Jordanésia.<br />
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Marcha Mundial das Mulheres completa uma semana na estrada<br />
Caminhada de Campinas a São Paulo completa uma semana. As duas mil militantes debatem nesta tarde a legalização do aborto. </p>
<p>Já faz exatamente uma semana desde que as duas mil militantes da Marcha Mundial das Mulheres saíram de Campinas, no dia 8 de março, rumo a São Paulo, onde chegarão no próximo dia 18. Nesta segunda-feira (dia 15), elas saíram da Cooperinca, no Km 46,5 da rodovia Anhanguera, duas horas mais tarde do que de costume, às 8h. Ainda assim, conseguiram chegar ao Boiódromo de Jordanésia, distrito de Cajamar, às 10h, percorrendo pouco mais de 8 quilômetros. O atraso aconteceu por causa da chuva: depois de sete dias de caminhada sob um sol inclemente, as militantes enfim estrearam as capas de chuva distribuídas no primeiro dia de Marcha. </p>
<p>Quem puxou a Marcha hoje foi a delegação do Pará. Na chegada ao Boiódromo, o show ficou por conta da delegação do estado vizinho, Maranhão, que apresentou danças de ritmo afro. De início, as mulheres do movimento negro, algumas delas quilombolas, dançaram quadrilha. Em seguida, tambor de criola, dança oficialmente reconhecida como patrimônio histórico imaterial. Logo depois, veio a pajelança, marcada pelo batuque de terreiro e, por fim, o bumba-meu-boi. “Nós fazemos questão de mostrar nossa cultura às mulheres daqui, que vêm de todos os estados do Brasil, porque no Maranhão ela não está sendo valorizada”, contou a militante maranhense Maria Tereza Bittencourt. </p>
<p>Nesta tarde, das 16h às 19h, haverá um debate sobre maternidade como opção e não como destino, no Boiódromo, onde as caminhantes acamparão. No acampamento anterior, na Cooperinca, onde trabalha a comissão de cozinha, a artista Biba Rigo concluirá a oficina de confecção de vestidos para as Caminhantes, iniciada na tarde anterior. As Caminhantes são duas bonecas de Olinda que em outubro acompanharão a delegação brasileira que irá a Kivu do Sul, na República Democrática do Congo, participar do encerramento da 3ª. Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. </p>
<p>Amanhã, as militantes seguem cedo para Perus. Têm pela frente 15 quilômetros de trajeto . O esforço será recompensado por um debate sobre paz e desmilitarização, com a presença da médica cubana Aleida Guvera, filha do revolucionário Che Guevara.<br />
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<p>Fonte: SOF<br />
<a href="http://saluapo.files.wordpress.com/2010/03/daniela-carrasco.jpg"><img src="http://saluapo.files.wordpress.com/2010/03/daniela-carrasco.jpg?w=600" alt="" title="daniela carrasco"   class="aligncenter size-full wp-image-220" /></a><br />
Foto: Daniela Carrasco</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saluapo.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saluapo.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saluapo.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saluapo.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saluapo.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saluapo.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saluapo.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saluapo.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saluapo.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saluapo.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saluapo.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saluapo.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saluapo.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saluapo.wordpress.com/215/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=215&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Seguindo em frente!</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 20:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saluapo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[marcha]]></category>
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		<description><![CDATA[A marcha vem ganhando espaço na grande mídia: 10/03/2010 &#8211; 15h38 Marcha Mundial das Mulheres reúne 3.000 em caminhada entre Campinas e São Paulo * Durante os dez dias da ação, cerca de 3.000 mulheres de diversas partes do país participarão de uma caminhada entre as cidades de Campinas e São Paulo; evento termina no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=214&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A marcha vem ganhando espaço na grande mídia:</p>
<p>10/03/2010 &#8211; 15h38<br />
<b>Marcha Mundial das Mulheres reúne 3.000 em caminhada entre Campinas e São Paulo</b></p>
<p>    * Durante os dez dias da ação, cerca de 3.000 mulheres de diversas partes do país participarão de uma caminhada entre as cidades de Campinas e São Paulo; evento termina no próximo dia 18</p>
<p>     Começou no último dia 8, Dia Internacional da Mulher, a 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. No Brasil, a marcha irá até o próximo dia 18 com um ato de encerramento no estádio do Pacaembu, na capital paulista. Durante os dez dias da ação, cerca de 3.000 mulheres de diversas partes do país participarão de uma caminhada entre as cidades de Campinas e São Paulo.</p>
<p>O lema desta edição é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, e a plataforma de ação se baseia em quatro eixos de luta: autonomia econômica das mulheres, bens comuns e serviços públicos (contra a privatização da natureza e dos serviços públicos), paz e desmilitarização, e violência contra as mulheres.</p>
<p>Durante a marcha, as caminhantes passarão por dez cidades paulistas: Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Várzea Paulista, Cajamar, Jordanésia, Perus, Osasco e, finalmente, São Paulo.</p>
<p>Durante as manhãs, as mulheres participam da caminhada e no período da tarde são ministradas atividades de formação, com cursos e oficinas sobre diversos temas, entre eles: trabalho doméstico; saúde da mulher e práticas populares de cuidado; sexualidade, autonomia e liberdade; educação não sexista e não racista; economia solidária e feminista; soberania alimentar, reforma agrária e trabalho das mulheres no campo; agroecologia; biodiversidade, energia e mudanças climáticas; políticas de erradicação da violência doméstica e sexual; tráfico de mulheres e direito ao aborto.</p>
<p>No dia 16, em Perus, haverá um debate sobre paz e desmilitarização, que contará com a presença da médica  Aleida Guevara, a filha mais velha de Ernesto Che Guevara e de Aleida March. No encerramento do ato, em São Paulo, as mulheres farão um balanço da marcha e planejarão os próximos passos.</p>
<p>O encerramento internacional da Marcha Mundial das Mulheres ocorrerá entre 7 e 17 de outubro &#8211;Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza, com novos atos e marchas simultâneas que terão como ponto de encontro a província de Sud Kivu, na República Democrática do Congo.</p>
<p>Sobre a MMM<br />
A Marcha Mundial das Mulheres nasceu em 2000 como uma grande mobilização contra a pobreza e a violência. Naquele ano, as ações começaram em 8 de março e terminaram em 17 de outubro. O lema do evento era “2000 razões para marchar contra a pobreza e a violência sexista”.</p>
<p>A inspiração para a criação da MMM partiu de uma manifestação realizada em 1995, no Canadá. Na ocasião, 850 mulheres marcharam 200 quilômetros, pedindo, simbolicamente, “Pão e Rosas”.</p>
<p>A MMM já realizou duas ações internacionais, em 2000 e 2005. A primeira contou com a participação de diversos grupos em 159 países e territórios. As militantes entregaram à ONU, em Nova York, um documento com 17 pontos de reivindicação, apoiado por cinco milhões de assinaturas.</p>
<p>A segunda ação mundial, em 2005, construiu a Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, em que expressa sua visão das alternativas econômicas, sociais e culturais para a construção de um mundo fundado nos princípios da igualdade, liberdade, justiça, paz e solidariedade entre os povos e seres humanos em geral, com respeito ao meio ambiente e à biodiversidade.<br />
<a href="http://saluapo.files.wordpress.com/2010/03/em-sao-paulo-250-mulheres-da-via-campesina-participam-da-3-acao-internacional-da-marcha-mundial-das-mulheres-1268246145670_615x300.jpg"><img src="http://saluapo.files.wordpress.com/2010/03/em-sao-paulo-250-mulheres-da-via-campesina-participam-da-3-acao-internacional-da-marcha-mundial-das-mulheres-1268246145670_615x300.jpg?w=600" alt="" title="Mulheres da Via Campesina também participam"   class="aligncenter size-full wp-image-213" /></a><br />
Fonte: UOL</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saluapo.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saluapo.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saluapo.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saluapo.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saluapo.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saluapo.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saluapo.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saluapo.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saluapo.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saluapo.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saluapo.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saluapo.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saluapo.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saluapo.wordpress.com/214/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=214&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Mulheres da Via Campesina também participam</media:title>
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		<title>Marcha Mundial das Mulheres</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 01:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saluapo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[Galera, sorry the delay entre os posts&#8230;Still been corrido&#8230;tão corrido que eu vou juntar a fome com a vontade de comer, postando matérias que desenrolarão em um trabalho da faculdade, para abril. Com a proposta de uma cobertura (barra clipping) a distância da Marcha Brasileira das Mulheres, que saiu hoje de Campinas e está programada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=212&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Galera, sorry the delay entre os posts&#8230;Still been corrido&#8230;tão corrido que eu vou juntar a fome com a vontade de comer, postando matérias que desenrolarão em um trabalho da faculdade, para abril.<br />
Com a proposta de uma cobertura (barra clipping) a distância da Marcha Brasileira das Mulheres, que saiu hoje de Campinas e está programada pra chegar dia 18, em São Paulo.</p>
<p>Com uma programação variada, a caminhada, cerca de 15km por dia durante a manhã, conta com tardes de oficinas de formação e apresentações artísticas no alojamento, durante a noite.</p>
<p>Durante a semana a organização do evento preparou os cartazes<a href="http://saluapo.files.wordpress.com/2010/03/p1060680.jpg"><img src="http://saluapo.files.wordpress.com/2010/03/p1060680.jpg?w=600" alt="" title="Mão na tinta"   class="aligncenter size-full wp-image-210" /></a><br />
<a href="http://saluapo.files.wordpress.com/2010/03/p1060683.jpg"><img src="http://saluapo.files.wordpress.com/2010/03/p1060683.jpg?w=600" alt="" title="P1060683"   class="aligncenter size-full wp-image-211" /></a><br />
Créditos <a href='http://www.ofensivammm.blogspot.com/'>Ofensiva MMM</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saluapo.wordpress.com/212/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saluapo.wordpress.com/212/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saluapo.wordpress.com/212/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saluapo.wordpress.com/212/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saluapo.wordpress.com/212/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saluapo.wordpress.com/212/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saluapo.wordpress.com/212/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saluapo.wordpress.com/212/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saluapo.wordpress.com/212/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saluapo.wordpress.com/212/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saluapo.wordpress.com/212/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saluapo.wordpress.com/212/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saluapo.wordpress.com/212/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saluapo.wordpress.com/212/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=212&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Mão na tinta</media:title>
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			<media:title type="html">P1060683</media:title>
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		<title>Baaad Apple</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 21:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>saluapo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Videozim bdc!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=208&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Videozim bdc!</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://saluapo.wordpress.com/2010/02/01/baaad-apple/"><img src="http://img.youtube.com/vi/240Vq6tIxio/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saluapo.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saluapo.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saluapo.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saluapo.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saluapo.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saluapo.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saluapo.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saluapo.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saluapo.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saluapo.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saluapo.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saluapo.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saluapo.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saluapo.wordpress.com/208/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saluapo.wordpress.com&amp;blog=1892430&amp;post=208&amp;subd=saluapo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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